A Comissão Interamericana de Direitos Humanos manifestou esta quinta-feira a sua «profunda preocupação» com a lei do estado do Utah que autoriza o recurso a pelotões de fuzilamento para as execuções quando não houver fármacos disponíveis para preparar a injeção letal.

«Fontes como o Centro de Informação sobre a Pena de Morte informaram que a execução por fuzilamento pode causar uma morte desumana, lenta e dolorosa», explica em comunicado a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH), organismo autónomo da Organização de Estados Americanos (OEA), com sede em Washington.

A Comissão recorda aos Estados Unidos a sua obrigação internacional de não expor as «pessoas sob a sua jurisdição a punição cruel e invulgar», acrescentou.

O governador do estado norte-americano do Utah, Gary Herbert, assinou a 23 de março a polémica lei que reinstaura o uso de um pelotão de fuzilamento para executar os presos condenados à morte nesse estado, no caso de não dispor de injeções letais.