A polícia angolana reconheceu que efetivos da Guarda Presidencial mataram hoje de madrugada um dirigente da oposição, e disse que durante incidentes registados em várias províncias foram detidas 292 pessoas, algumas ainda sob custódia policial.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa pelo porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, subcomissário Aristófanes dos Santos, que apresentou a versão policial dos incidentes registados hoje em vários pontos da capital e nalgumas províncias do país.

Elementos de Polícia de Intervenção Rápida de Angola efetuaram disparos para o ar para impedir o porta-voz da UNITA de prestar declarações à imprensa estrangeira durante a manifestação convocada para este sábado por este partido em Luanda, constatou a Lusa no local.

Alcides Sakala estava a descrever a agência Lusa, Reuters e AGI (de Itália) a forma como foram utilizadas granadas de gás lacrimogéneo por volta das 09:00 (08:00 em Lisboa) no início da concentração para a manifestação do maior partido da oposição de Angola.

Os manifestantes que rodeavam Sakala e os quatro jornalistas estrangeiros pediam insistentemente à imprensa que não abandonasse o local como garantia de que a polícia não lhes podia bater.