Um avião da Malaysia Airlines despenhou-se esta quinta-feira, na Ucrânia, junto à fronteira com a Rússia. O avião levava 280 passageiros e 15 tripulantes a bordo. Não há sobreviventes, confirma o governo ucraniano.

Ao que tudo indica, de acordo com um conselheiro do ministro ucraniano do Interior, o avião terá sido abatido por um míssil terra-ar russo quando entrava na região de Donetsk, onde decorrem combates entre tropas ucranianas e separatistas russos.

O presidente ucraniano está reunido de urgência.

Um correspondente da EuromaidanPR, na Ucrânia, publicou, no Twitter, uma confirmação de que os separatistas terão confundido o avião com um do exército ucraniano.





O Boeing 777 partiu de Amesterdão em direção a Kuala Lumpur. A Malaysia Airlines confirmou no Twitter que perdeu o contacto com o avião MH17 na Ucrânia.





A Reuters avança que dezenas de corpos estão espalhados pelos destroços do avião. Os serviços de emergência adiantam que pelo menos 100 corpos já foram encontrados no local do acidente, próximo da vila de Grabovo, e os destroços encontram-se espalhados ao longo de 15 km. Nas redes sociais começam a surgir as primeiras imagens do acidente, que mostram partes do avião espalhadas por vários locais.





O primeiro-ministro do Malásia, Mohd Najib Tun Razak, mostrou-se chocado com as notícias e afirmou que vai ser iniciada uma investigação.





Nesta manhã ocorreram combates entre ucranianos de pro-separatistas russos, tendo sido abatido um caça ucraniano.

O avião da Malaysia Airlines com 295 pessoas sobrevoava a região de Donetsk, controlada pelas forças pró-russas. O espaço aéreo já tinha sido fechado à aviação civil a 8 de julho após o abate de um avião militar.

É a segunda tragédia com um avião da Maysia Airlines. O avião que saiu de Pequim com destino a Kuala Lumpur continua a ser o maior mistério da aviação, depois de continuar desaparecido desde 8 de março deste ano.