A equipa internacional, composta por mais de 60 peritos, já deu início à recolha e investigação dos destroços do voo MH17, abatido por um míssil no passado 17 de julho, no leste da Ucrânia, avança a agência Reuters. A informação foi avançada pela Organização de Segurança e Cooperação da Europa (OSCE), através da sua conta no Twitter.





Um pequeno grupo de peritos, holandeses e australianos, já tinha conseguido chegar ao local quinta-feira mas, agora, é a equipa completa que se encontra no local da queda do avião da Malaysia Airlines.

Fortes combates entre tropas ucranianas e separatistas impediu a sua aproximação ao local durante vários dias. Recorde-se que no passado dia 17 de julho um avião comercial, da Malaysia Airlines, com 298 pessoas a bordo, foi abatido por um míssil, alegadamente disparado pelos separatistas, junto a Donetsk.

Os confrontos constantes são, neste momento, os grandes inimigos dos peritos. O que é assumido pela própria OSCE no tweet publicado quinta-feira. A organização avançava que «os observadores da missão chegaram ao local do acidente do MH17 pela primeira vez na última semana, acompanhados por quatro peritos holandeses e australianos», acrescentando terem feito um itinerário diferente ao de dias anteriores.

Já esta madrugada, uma coluna do exército ucraniano foi atacada por separatistas, muito perto da zona onde estão espalhados os destroços do aparelho. O governo de Kiev assume que morreram 10 soldados na emboscada, mas os meios de comunicação social falam em cerca de 20 militares mortos. De acordo com a BBC, os rebeldes garantem que destruíram mais de 30 veículos militares e revelaram imagens, cuja autenticidade não foi confirmada, onde são visíveis vários corpos junto de veículos militares em chamas.

Também segundo a BBC, que cita fontes australianas, ainda estão por encontrar cerca de 80 corpos. Autoridades acreditam que estes ainda se encontrem espalhados pela vasta zona, controlada pelos separatistas, onde estão os destroços.