As novas sanções da União Europeia contra a Rússia pelo seu papel no conflito na Ucrânia entraram em vigor esta sexta-feira, refere a Reuters.

As sanções incluem restrições ao financiamento de algumas empresas estatais russas, várias ligadas ao ramo petrolífero, e o congelamento de bens de alguns políticos russos.

Empresas como a Rosneft e a Transneft vão ter agora mais dificuldade em financiar-se nos mercados europeus. No entanto, de fora ficou a Gazprom, a principal fornecedora de gás da Europa.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, mostrou-se muito satisfeito com a entrada em vigor das novas sanções: «Nunca tinha sentido este nível de solidariedade. Sinto-me completamente dentro da família europeia».

A União Europeia avisa, no entanto, que pode levantar, nas próximas semanas, algumas ou mesmo todas as sanções, desde que Moscovo cumpra o plano de paz.

No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo já afirmou, esta quinta-feira, que as novas sanções mostram que a UE «fez a sua escolha contra» o plano de paz na Ucrânia.

Também os Estados Unidos estão a preparar novas sanções à Rússia, que deverão ser anunciadas ainda esta sexta-feira.

Ainda esta sexta-feira, ministros russos e ucranianos terão reuniões em Bruxelas para discutir acordos comerciais.

Poroshenko anunciou que o acordo de associação com a União Europeia deverá ser aprovado no parlamento na próxima terça-feira, um «momento histórico», segundo o próprio, pelo que o assunto estará em cima da mesa.

Fontes citadas pela Reuters referem que o objetivo da UE é dar mais tempo à Rússia para se adaptar a este acordo, que aproxima a Ucrânia da Europa ocidental e originou o conflito com Moscovo.