Centenas de venezuelanos tatuaram nos últimos dias a assinatura do falecido presidente Hugo Chávez nas mãos, braços e nuca, uma «nova moda» que, além de assinalar o 60.º aniversário do nascimento do «comandante», procura «eternizar» a sua memória.

A iniciativa, que conta com o apoio das autoridades governamentais, é criticada por alguns venezuelanos, que falam de uma tentativa de marcar os cidadãos para identificá-los com uma ideologia política.

As tatuagens, que inicialmente eram pagas, começaram há um ano, depois da morte do mentor da revolução bolivariana, mas intensificaram-se nos últimos dias, passando a ser feitas gratuitamente e a estar integradas em diversas atividades que assinalam aquela efeméride.

«Chávez, coração do povo», é a música proveniente um toldo de lona, através de altofalantes, nas proximidades da praça «El Venezolano», que marca o início das jornadas, chamando os simpatizantes do chavismo que ordeiramente iniciam a fila de cerca de 30 pessoas que arregaçam as mangas para «receber» a assinatura do comandante.

No toldo, os jovens Uncas Montilla e Bryan González, do «Coletivo Irreversibilidade Revolucionária», usam os seus dons artísticos para gravar na pele, com um molde e agulhas, a procurada assinatura.

«Será a lembrança mais bonita do comandante», disse aos jornalistas Femín Caripa, enquanto Pilas Rodríguez esperava para tatuar-se, «porque é chavista», e Ramona Ménedez afirmava que o fazia «com o coração», por ser revolucionária e querer «levar para sempre o amor do comandante».

Também para assinalar o aniversário do nascimento de Hugo Chávez, a empresa telefónica estatal Cantv lançou hoje dois milhões de cartões magnéticos para usar em telefones públicos, com 10 motivos da vida do «Gigante Nosso», Hugo Chávez.

Os desenhos foram criados pelo artista venezuelano Omar Cruz.

Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em Sabaneta de Barinas, Venezuela, a 28 de julho de 1954 e morreu em Caracas a 05 de março de 2013.

Comandante do Exército e crítico severo dos Estados Unidos, presidiu, entre 1999 e 2013, os destinos da Venezuela, centrando o seu Governo na implementação da Revolução Bolivariana e no socialismo do século XXI.