A polícia italiana lançou uma caça ao homem após um assassino em série não ter voltado a prisão depois de uma saída precária.

Bartolomeo Gagliano estava a cumprir uma pena de prisão em Génova por roubos, mas já tinha no passado cometido três homicídios.

O diretor do centro de detenção, Salvatore Mazzeo, confessou ao jornal «La Stampa» desconhecer os antecedentes criminais de Gagliano.

«Sempre pensei que ele só tivesse sido preso por roubo. Aliás nos arquivos a que tivemos acesso só constavam de um roubo de 2006. Daí lhe termos concedido uma liberdade provisoria», acrescentou o diretor.

Bartolomeo terá assim aproveitado essa saída precária da prisão para ir visitar a mãe, residente em Savona. Mas ao deixar a casa da mãe, o italiano terá feito refém um padeiro para conseguir chegar a Génova.

Tudo terá ocorrido por volta das 18:00 da tarde de quarta-feira quando um padeiro que andava a acabar as entregas de pão foi abordado por Bartolomeo que o ameaçou com uma arma. Durante a viagem, Gagliano revelou ao homem que precisava de boleia para regressar à prisão de Marassi, em Génova. Mas ao chegar ao destino, Bartolomeo deixou o refém na «Via de Marini» e fugiu com o carro.

As autoridades locais alertam para a ameaça que Bartolomeo Gagliano representa para a a sociedade, considerando-o «extremamente perigoso».

O fugitivo de 55 anos já recebeu tratamento psiquiátrico após ter morto duas prostituas e um transexual por achar que desta forma impediria as vítimas de espalhar o vírus HIV.

A polícia italiana disponibilizou todos os seus recursos para encontrar rapidamente Bartolomeo Gagliano.