A Comissão Europeia vai escolher esta terça-feira a equipa que vai integrar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para enviar para as Filipinas, podendo um dos elementos ser português. A declaração foi feita pelo comandante da Proteção Civil à agência Lusa.

«A União Europeia é que vai selecionar hoje a equipa que vai e, numa base de dados de toda a Europa, pode ir ou não um perito português», explicou José Manuel Moura.

O Mecanismo Europeu de Proteção Civil foi acionado na segunda-feira para responder ao pedido de ajuda internacional das autoridades filipinas, na sequência da devastação causada pelo tufão Haiyan. O tufão já fez mais de 1 700 mortos, de acordo com os números oficiais, mas as vítimas mortais poderão chegar às 10 mil.

Doze estados-membros da União Europeia, incluindo Portugal, responderam ao apelo, entregando nomes de peritos da Proteção Civil para formar uma equipa de socorro para enviar para as Filipinas.

A prioridade de Bruxelas é conseguir chegar a zonas remotas atingidas pelo ciclone, prestando «ajuda humanitária urgente a centenas de milhares de pessoas que ficaram desalojadas e assegurar que têm acesso a água potável, comida e abrigo», sublinhou a comissária europeia para a Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva.

No domingo, a «Comissão Barroso» disponibilizou três milhões de euros de fundos de emergência para ajudar as Filipinas.

O tufão atingiu as Filipinas na sexta-feira, e os ventos chegaram aos 279 quilómetros por hora.

Cerca de dez milhões de filipinos foram afetados pelo tufão Haiyan, batizado de Yolanda pelas autoridades locais, incluindo pelo menos 660 mil desalojados. Os dados foram divulgados pelo órgão governamental, citados pela agência Efe.