Duas semanas apos a morte de Osama bin Laden, a 13 de maio de 2011, o chefe das forças especiais dos EUA enviou um documento onde pedia que todas as fotos do corpo do árabe fossem distorcidas, eliminadas ou entregues às entidades competentes.

«Um item particular que eu quero enfatizar são as fotografias. Neste momento todas as fotos devem ser entregues à CIA; se ainda existem, elas devem ser destruídas imediatamente ou cedidas», escreveu o então vice administrador William McRaven, via e-mail.

A mensagem criou mal-estar junto de Judicial Watch, grupo de ativistas conservadores, que apelou à liberalização das fotos da missão que terminou na morte do líder da al-Qaeda.

Dias antes do pedido de McRaven, o grupo conservador tinha apresentado uma solicitação para conseguir ter acesso às fotos. Depois de não conseguirem o acesso decidiram entrar com uma ação judicial.

Um antigo general e analista militar da CNN, James «Spider» Marks, afirmou que a mensagem enviada pelo chefe das Forças Especiais teve como objetivo proteger os segredos da operação, fontes, métodos e impedir ainda que outros intervenientes ficassem com fotos ou vídeos do ataque secreto, que não estavam autorizados a manter.

Após o sucedido, o Presidente dos EUA veio a público marcar a sua posição, ordenando que não permite que as fotos sejam disponibilizadas, justificando que tal atitude poderia por em risco a segurança do país.

«É importante para nós ter a certeza de que fotos muito gráficas de alguém que levou um tiro na cabeça não sejam disponibilizadas de forma a não parecer um incentivo adicional à violência, como uma ferramenta de propaganda», explicou o Presidente.

Outro antigo diretor assistente do FBI, Tom Fuentes mostra-se igualmente de acordo com a repercussão que poderiam ter as fotografias na sociedade, acrescentando ainda «que poderiam levar a um aumento exponencial dos membros da al-Qaeda, tornando-os um mártir».

O presidente do grupo ativista, Tom Fitton, não ficou convencido e para ele «os americanos têm o direito de saber as práticas do seu governo e acesso a esse tipo de informações». Fitton não acredita que esta atitude por parte do governo tenha como objetivo não ofender os terroristas.

Apesar das várias tentativas por parte de Judicial Watch, os tribunais não estão do seu lado e o Supremo Tribunal recusou ouvir o apelo da organização.