Notícia atualizada às 16.00

O exército tailandês anunciou, esta quinta-feira, que assumiu o controlo do Governo do país e suspendeu a Constituição. O golpe de Estado surge após sete meses de crise política e dois dias de lei marcial, com o objetivo de forçar ao diálogo os atores civis da crise política, noticia a AFP.

O general Prayuth Chan-O-Cha, chefe do estado-maior do exército e líder do conselho militar que assumiu o poder, disse na televisão que os militares iriam reestabelecer a ordem.

«Para que o país regresse à normalidade», as forças armadas «devem assumir o poder a partir de 22 de maio», afirmou.

O general, que tinha declarado na terça-feira a lei marcial, falou na violência que já custou a vida a 28 pessoas desde o início da crise, no outono de 2013.

«Todos os tailandeses devem continuar calmos e os funcionários devem continuar a trabalhar como é hábito», acrescentou.

Além de suspenderem a Constituição, as Forças Armadas instauraram o recolher obrigatório entre as 22:00 e as 05:00 e proibiram os ajuntamentos com mais de cinco pessoas.

A Tailândia já passou por 18 golpes ou tentativas de golpe de Estado nos últimos 80 anos. O último, em 2006 contra o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, desencadeou uma série de crises políticas entre os seus apoiantes e os seus críticos. Shinawatra está no exílio, o que continua a dividir o país.

O anúncio do golpe de Estado surgiu horas após o retomar das negociações entre partidos políticos inimigos e os responsáveis das manifestações, pró e contra. Os líderes de ambos os campos foram retirados sob escolta militar da sala de negociações. Desconhece-se onde está o primeiro-ministro interino, Niwattumrong Boonsongpaisan.