Um evento meteorológico, que só ocorre uma vez a cada dez anos, encheu, este fim de semana, o Grand Canyon de nuvens.

As inversões térmicas como estas são desencadeadas quando o ar frio fica preso junto à superfície da terra pelo ar mais quente. Deste modo, a humidade presente no ar frio gera nevoeiro e consequentemente a formação de nuvens.

Este fenómeno costuma atingir apenas algumas partes do Grand Canyon, no Arizona, mas, no passado fim de semana, o vale ficou completamente coberto.

«É maravilhoso começar um dia de trabalho desta forma. A minha chefe trabalha aqui há mais de 20 anos e nunca tinha visto nada assim», revelou Erin Huggins, um dos guardas do parque, ao jornal «Los Angeles Times».





A palavra espalhou-se rapidamente e muitos foram os que correram até à beira do vale para fotografar o fenómeno inédito.

De acordo com o meteorologista Robert Bohlin, a última inversão térmica tinha sido registada em dezembro de 2004. Contudo, Bohlin acredita que o fenómeno meteorológico tenha sido desencadeado pelas chuvas intensas que passaram pela região, pouco antes do Dia de Ação de Graças.

O Grand Canyon tem 446 quilómetros de comprimento e chega a ter 29 quilómetros de largura e uma profundidade de 1800 metros. O vale foi escavado pelo rio Colorado, revelando quase dois mil milhões de anos da história geológica da Terra.