O líder de Hong Kong escreveu um artigo na CNN onde aborda a questão dos parâmetros para eleger o Chefe do Executivo, em 2007, afirmando que apesar do debate mexer com muitas emoções, deverá ser «temperado com a razão».

«Hong Kong encontra-se no meio de um debate sobre o nosso desenvolvimento constitucional. É um debate que tem de existir, mas as emoções, a favor ou contra a reforma política, não nos vão levar a lado nenhum», disse Leung à CNN.

O Chefe do Executivo sabe que tem sido dito que o quadro de nomeação é demasiado restritivo e que apenas os candidatos favorecidos por Pequim é que vão aparecer. Leung esclarece que «tais alegações são infundadas», explicando que ainda nem sequer se começou a discutir os detalhes do processo de indicação para os potenciais candidatos.

«Esse será o tema de uma consulta pública que será lançada brevemente e que, eventualmente, levará a ser produzida a lei sobre as mudanças no método eleitoral para as eleições de 2007», adiantou à CNN.

Sobre a questão da eleição do Chefe do Executivo, a lei fundamental de Hong Kong prevê que «o objetivo final é a eleição do Chefe do Executivo por sufrágio universal por nomeação de um comité de nomeação amplamente representativo de acordo com procedimentos democráticos».

Para passar para um método novo de eleição, a Lei Fundamental exige a aprovação de uma maioria de todos os membros do Conselho Legislativo (atualmente 70), o consentimento de dois terços do CE e ser comunicado à NPCSC da China para posterior aprovação.

«Basicamente, temos duas opções: manter o sistema atual pelo qual o presidente executivo é eleito por um comité eleitoral de 1200 pessoas ou adotar um sistema avançado, o recentemente anunciado pelo NPCSC, que terá entre 2 e 3 candidatos numa eleição de pleno direito, em que cinco milhões de eleitores de Hong Kong vão exercer esse direito pela primeira vez» esclareceu o líder de Hong Kong.

«Espero sinceramente que os legisladores dêem o passo histórico para alcançar o sufrágio universal para as eleições de 2007, tal como está previsto. É meu dever fundamental e constitucional trabalhar para o objetivo de eleger o Chefe do Executivo por sufrágio universal dentro de um quadro jurídico», concluiu C.Y. Leung.