Especialistas portugueses, espanhóis, franceses, polacos e holandeses debatem este mês, na Biblioteca Nacional em Madrid, o Tratado de Utrecht, procurando tornar visível a dimensão global do acontecimento, 300 anos depois da sua assinatura.

De acordo com a Biblioteca Nacional de Espanha (BNE), a conferência analisará os Tratados de Utrecht, Rastatt e Baden (1713 - 1714), numa iniciativa com coordenação académica de Carmen Sanz Ayán, catedrática de História Moderna da Universidade Complutense de Madrid e membro da Real Academia da História.

Os participantes analisarão os usos diplomáticos e a evolução das estruturas militares antes, durante e ao finalizar da guerra e o novo mapa político europeu surgido depois da contenda, «com atenção específica aos territórios que ficaram desmembrados da Monarquia Espanhola». A jornada está marcada para ao dia 22 de outubro.

Finalmente, a agenda contará também com um debate sobre «a dimensão simbólica da paz através da análise de parte dos festejos organizados depois da assinatura do Tratado de Utrecht».

O encontro de Madrid está a ser organizado pela BNE em colaboração com a União Europeia e Institutos Nacionais para a Cultura (EUNIC).