Um estudo publicado esta segunda-feira pela revista Environmental Health Perspectives revela a lista dos 17 agentes cancerígenos mais perigosos e potenciadores do cancro da mama.

As substâncias químicas estão presentes em produtos do dia a dia como gasolina, diesel e outras substâncias libertadas pelo tubo de escape de um carro, bem como retardadores de chama, tira-nódoas, solventes, decapantes e desinfetantes utilizados para purificar a água.



A investigação levada a cabo pelo Silent Spring Institute, no Estado de Massachusetts, EUA, confirma que as substâncias químicas causadoras de tumores da glândula mamária nos ratos são também responsáveis pelo cancro da mama em humanos.

«Esta informação vai contribuir para a redução do contacto com essas substâncias e ajudar os investigadores a estudar a forma como estas afetam as mulheres», adianta Ruthann Rudel, coautor do estudo e diretor da investigação.

A pesquisa feita até agora sobre o cancro de mama não teve em conta a exposição das mulheres a um grande número de produtos químicos cancerígenos devido à falta de informações sobre as substâncias.

«Todas as mulheres nos Estados Unidos estão expostas a produtos químicos que podem aumentar o risco de cancro da mama. Infelizmente, muitas mulheres desconhecem-no», revela Julia Brody, diretora-executiva do Silent Spring Institute, e também coautora do estudo.

Esta doença continua a ser a principal causa de morte por ano. Em Portugal, estima-se que uma em cada oito mulheres sejam afetadas por esta doença. No entanto, quando detetado numa fase inicial há 90% de probabilidade de recuperação.



«Reduzir a exposição a produtos químicos tóxicos poderia salvar a vida de muitas mulheres», afirma a coautora do estudo. E acrescenta: «Quando se fala em cancro da mama, as pessoas não associam o risco representado por produtos químicos.»

O cancro da mama é a segunda principal causa de morte por cancro entre as mulheres nos Estados Unidos, com 40 mil mortes estimadas em 2014 e 232.670 novos casos diagnosticados, de acordo com o Instituto Nacional do Cancro.