Esperança é a palavra mais importante para um refugiado político. Quem o defende é a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), Teresa Tito de Morais, em entrevista à Agência Lusa.

Este Sábado assinala-se o Dia Mundial dos Refugiados. Para marcar a data, o CPR decidiu transmitir uma mensagem de esperança aos cerca de 300 refugiados que vivem em Portugal.

Este ano o lema do Dia Mundial dos Refugiados é «pessoas reais com necessidades reais». Para Teresa Morais os refugiados «vêm em busca de melhores condições de vida e nós temos de contribuir para lhes dizer que essa esperança não é ficção, é uma realidade que deve e vai ser conseguida».

Com o objectivo de assinalar o Dia Mundial, O CPR levou este ano cerca de 50 refugiados a Barrancos, para lhes dar a conhecer a história de mil espanhóis que fugiram à perseguição dos nacionalistas, durante a Guerra Civil.

O centro de acolhimento do CPR, que funciona em Bobadela, Loures, acolhe neste momento 38 refugiados. A instituição pretende oferecer «acompanhamento próximo» que permita aos refugiados integrarem-se no nosso País. Na instituição os refugiados têm acesso a aulas de português, formação e encaminhamento para emprego e para a legalização da situação de permanência em Portugal.

De acordo com o CPR, em 2008 houve 160 pedidos de asilo e de estatuto de refugiados, sendo que 60 por cento foram concedidos. Este ano, já foram pedidos 78.

Desde 2006 que Portugal acolhe um número máximo de 30 refugiados em regime de reinstalação.