Dois dias depois de os Estados Unidos terem reconhecido Jerusalém como capital de Israel, chega a reação da Rússia. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo entende que a decisão de Donald Trump “não é lógica” e “complica significativamente” a procura de soluções para o conflito entre árabes e israelitas.

O anúncio não tem lógica"

Em Viena, à margem da cimeira ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e citado pela agência EFE, Serguéi Lavrov recordou que os emissários dos EUA no conflito do Médio Oriente exigem uma "mudança de foco" em relação à chamada Iniciativa Árabe de 2002. Esta iniciativa prevê normalizar as relações entre o mundo árabe e Israel, no caso de uma resolução do conflito com os palestinianos.

Nesse contexto, destacou Lavrov, a decisão de reconhecer Jerusalém e transferir a embaixada dos EUA para essa cidade “complica de forma significativa” o plano para normalizar as relações entre árabes e palestinianos.

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se hoje e espero que os EUA expliquem os próximos passos”, afirmou o ministro, que se encontrou, na quarta-feira, em Viena, com o seu homólogo americano Rex Tillerson.

O anúncio de Donald Trump, feito na quarta-feira, 6 de dezembro, foi recebido com grande preocupação pela comunidade internacional e com ira entre os muçulmanos, incluindo os palestinos, que exigem que Jerusalém seja a capital do seu futuro Estado.

Os confrontos regressaram hoje em força em Belém e em Jerusalém.