Três soldados das tropas israelitas estão a ser alvo de duras críticas, depois de terem sido apanhados a festejar um disparo contra um civil palestiniano, durante os confrontos em Gaza, em dezembro do ano passado. Apesar do caso ter acontecido há meses atrás, só agora é que as imagens vieram a público, depois de terem sido partilhadas pela imprensa internacional e nas redes sociais. 

No vídeo pode ver-se um dos soldados (o atirador) a combinar com os colegas a melhor estratégia para disparar sobre um palestiniano, que estaria a atirar pedras. Assim que encontrou a posição certa, o soldado solta um tiro certeiro à mão do palestiniano, festejando de seguida com gestos e palavras. 

O colega que estava ao seu lado quando notou a celebração exagerada do atirador (que estava a ser captada em vídeo), disse-lhe: "Pára com isso. Mantém-te profissional". 

As filmagens foram agora divulgadas pelos meios de comunicação internacionais e estão a gerar controvérsia. De acordo com o New York Times, as forças armadas israelitas criticaram o momento protagonizado pelos seus soldados, que se defenderam com o argumento de que os manifestantes estariam a causar conflitos, atirando pedras e causando vários distúrbios. 

Perante o sucedido, são já várias as opiniões sobre o caso. Por um lado, há os que se opõem às políticas de Israel com os palestinianos, expressando choque e desagrado com este momento. Por outro lado, há os que defendem o soldado, dizendo que aquilo foi um momento libertador de tensão. 

De acordo a mesma fonte norte-americana, Ayman Odeh, um legislador árabe do parlamento de Israel condenou o momento captado no vídeo, referindo que o atirador devia ser processado. 

Já Avigdor Lieberman, Ministro da Defesa de Israel, referiu "o atirador merece elogios, apenas a filmagem é que merece algum tipo de condenação", acrescentando que era compreensível que os soldados fizessem aquele tipo de "desabafos"

O Exército de Israel tem sido foco de intenso debate internacional por causa das suas respostas às manifestações dos moradores de Gaza ao longo da fronteira.