Homens armados entraram num hotel de luxo em Tripoli, na Líbia, e, segundo uma fonte das autoridades líbias avançou à televisão deste país, cinco estrangeiros morreram no ataque.
 
Antes, um carro-bomba explodiu à porta do edifício e matou três guardas.

Algumas agências internacionais indicam que os suspeitos se fizeram explodir ao ficarem cercados num dos andares superiores do edifício, anunciou um porta-voz dos serviços de segurança locais.

«Depois de serem perseguidos e encurralados no 21.º andar do hotel, os atacantes detonaram os coletes de explosivos que envergavam», disse o porta-voz, Issam al-Naass, citado por agências internacionais.

Oficialmente, as autoridades apenas confirmam que a situação «está controlada».

As forças de segurança montaram um cerco em redor do Hotel Corinthia, onde, segundo a televisão al-Nabaa, se encontravam altos responsáveis do Estado. 
 

A Associated Press citou uma testemunha que referia que eram cinco os homens armados dentro do hotel.
 
Uma conta de Twitter ligada ao Estado Islâmico reivindicou o ataque, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente.

De acordo com o centro norte-americano de vigilância de sites islamitas SITE, trata-se do ramo líbio do movimento jihadista.
   
O ataque terá sido feito em nome de Abu Anas al-Libi, um membro da Al Qaeda que foi detido por forças norte-americanas por estar alegadamente envolvido em ataques a embaixadas dos EUA em África. Abu Anas al-Libi morreu num hospital norte-americano no início do ano.
 
Pelo menos duas mulheres ficaram feridas com vidros que se partiram com a explosão.