Um projeto-piloto implementado no norte do Japão, em fevereiro de 2013, provou ser suficientemente encorajador para o Ministério dos Transportes reconfigurar 15 cruzamentos em sete cidades e transformá-los em rotundas. Estas vias, onde a circulação se processa de forma giratória, abriram ao trânsito pela primeira vez na segunda-feira e deixaram alguns condutores e transeuntes a «coçar a cabeça».

«Estou confuso sobre quantas vezes eu tenho que parar. É apenas uma vez?», perguntou um condutor na cidade de Suzuka a uma equipa local de televisão. À mesma estação de TV, um peão sublinhou que preferia os semáforos porque «sabia quando devia parar e quando devia avançar».

O jornal britânico «The Telegraph» sublinha que, implacável em relação à confusão que se gerou, o Ministério dos Transportes está a trabalhar para transformar mais cruzamentos em rotundas e, por isso, mais 34 deverão estar operacionais antes do fim do ano.

Os que defendem a existência de rotundas, em detrimento de cruzamentos com semáforos, explicam que, além de reduzirem o número de acidentes, elas não se apagam quando há falhas de energia. As autoridades locais podem assim poupar dinheiro na eletricidade necessária para os semáforos, bem como na manutenção. Além disso, a maioria dos semáforos no Japão precisa de ser substituída a cada 20 anos. E, como os veículos não precisam de esperar pela luz verde do semáforo, as mesmas autoridades acreditam que as rotundas vão ajudar a reduzir as emissões de dióxido de carbono em até 10%.

As autoridades locais das áreas mais atingidas pelo terramoto de março de 2011, na região de Tohoku, estão entre os mais entusiásticos apoiantes da introdução de rotundas. O tráfego ficou paralisado na sequência da catástrofe e centenas de veículos foram apanhados no tsunami quando as pessoas tentavam fugir. A polícia calcula que cerca de 677 pessoas morreram quando os carros foram inundados. Mais de 30 agentes também perderam a vida quando tentavam manter o trânsito a funcionar nos cruzamentos onde os semáforos se tinham desligado.