O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, anunciou esta quarta-feira a abertura de um inquérito oficial ao caso da tomada de reféns num café em Sydney, prometendo trabalhar, de forma incansável, para garantir a segurança.

«Não descansarei até ter a certeza de que vocês estão o mais seguros possível», afirmou Tony Abbott, confirmando a abertura de uma investigação oficial à tragédia de segunda-feira e à forma como o sequestrador, de origem iraniana, obteve cidadania.

As autoridades prometeram total transparência sobre as razões pelas quais o sequestrador, Man Haron Monis, de 50 anos, – com historial de violência e extremismo – não figurava em qualquer lista de vigilância.

Segundo Abbott, uma urgente revisão irá permitir aprender lições a partir dos acontecimentos que levaram ou se relacionam com a tomada de reféns, que teve lugar na segunda-feira, num café em Sydney, e que terminou ao fim de quase 17 horas, com a intervenção policial, resultando na morte de dois dos 17 reféns e na do próprio autor do sequestro.

A investigação visa examinar as circunstâncias em torno da chegada de Moni à Austrália, procedente do Irão, e a consequente concessão de asilo e cidadania, bem como os dados que as agências de informação tinham em mãos sobre ele e como os partilhavam.

Também tem como objetivo perceber como é que estava na posse de uma arma.

«Eu quero certamente respostas para esta série de questões», frisou o primeiro-ministro australiano.

Os resultados da investigação são esperados no final de janeiro.

Polícia diz ter-se oposto à liberdade condicional do autor do sequestro

A polícia australiana afirmou ter-se oposto à concessão de liberdade condicional a Man Haron Monis que, esta segunda-feira, fez 17 reféns, num sequestro que, após intervenção policial, terminou com a sua morte e a de dois civis.

«Estávamos preocupados que este homem obtivesse liberdade condicional desde o início», disse o comissário da polícia do estado de Nova Gales do Sul, Andrew Scipione, em conferência de imprensa.

Monis, pregador iraniano que chegou como refugiado à Austrália em 2001, era acusado, entre outros crimes, de ser cúmplice do homicídio da sua mulher.