A Austrália promete esgotar todas as opções legais para impedir que dois cidadãos sejam executados na Indonésia, afirmou o primeiro-ministro, Tony Abbott.

«Eu não quero propalar falsas esperanças mas quero que todos compreendam (...). Estamos a tentar todos os esforços para ajudar estas pessoas», disse Abbott em declarações aos jornalistas.

Andrew Chan, de 31 anos, e Myuran Sukumaran, de 33, no corredor da morte desde 2006, arriscam ser executados pelo pelotão de fuzilamento como cabecilhas do chamado grupo dos nove, que se dedicava ao tráfico de heroína da ilha de Bali para a Austrália.

Não foi ainda anunciada a data das execuções, mas os governos com prisioneiros no corredor da morte na Indonésia foram convidados a dirigirem-se ao Ministério dos Negócios Estrangeiros hoje para uma explicação sobre o processo depois de rejeitados os apelos de clemência.

O jornal The Sydney Morning Herald noticiou que seis juízes que proferiram as penas de morte foram acusados pelos advogados dos condenados de terem oferecido sentenças mais leves em troca de dinheiro.

A alegação está patente numa carta dos advogados endereçada ao comité judicial da Indonésia, na qual se reivindica uma violação à ética, informa o mesmo jornal, indicando que os advogados acrescentaram que os juízes foram pressionados por «certas partes» no sentido de proferir penas de morte.

Abbott não quis comentar as alegações de corrupção.

«O que nós percebemos é que ainda existem opções legais disponíveis para estes dois australianos e as suas equipas jurídicas», afirmou.

«Vamos tentar garantir que esgotamos todas as opções legais antes que algo atroz, final e irrevogável aconteça», realçou Abbott.