O diretor do FBI James Comey revelou esta quarta-feira que não foram encontradas provas de que o casal que protagonizou o massacre em San Bernardino (Califórnia) a 2 de dezembro fizesse parte de uma célula terrorista organizada ou que tivesse algum contacto com grupos jihadistas no estrangeiro.

Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik, 29 tinham expressado o seu apoio à “jihad” e ao “martírio” em comunicações privadas, mas nunca o fizeram nas redes sociais, afirmou o responsável, citado pela Reuters, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

O tiroteio, que fez 14 mortos e 17 feridos, ocorreu no Inland Regional Center, um centro sem fins lucrativos que trabalha com pessoas com deficiência. 

Os nomes árabes levantaram suspeitas e o FBI tem estado no terreno a apurar eventuais ligações do casal a extremistas islâmicos, para além de buscas domiciliárias, mas as autoridades são cautelosas quanto a avançar com as razões que estiveram por detrás deste tiroteio. O FBI não descartava a hipótese deste ter sido “um ataque terrorista”.