O Governo de Cabo Verde repudiou, esta quarta-feira, a tentativa de assassinato do filho mais velho do primeiro-ministro do país, ocorrida na terça-feira à noite. O Executivo cabo-verdiano prometeu continuar a combater «sem tréguas» a criminalidade no arquipélago.

Num comunicado enviado à imprensa, o Governo cabo-verdiano informou que o estado de saúde do filho de José Maria Neves é «estacionário», depois da «pronta resposta» dos profissionais de saúde e de uma cirurgia no Hospital Agostinho Neto (HAN).

Na nota do Gabinete de Comunicação e Imagem, o Executivo indicou que está a trabalhar «ativamente» com as autoridades no sentido de apoiar a investigação e esclarecer o caso, que «chocou a opinião pública cabo-verdiana».

«Enquanto decorrem as investigações, o Governo deixa à sociedade cabo-verdiana uma mensagem de calma e de serenidade», referiu o executivo, que agradeceu a onda de solidariedade para com a vítima e o primeiro-ministro.

«Tudo está a ser feito para esclarecer a situação e garantir a segurança das pessoas e das instituições», acrescentou.


José Luís Neves terá sofrido uma tentativa de assassinato na terça-feira à noite à porta de casa, num dos bairros da Cidade da Praia, alegadamente por homens encapuzados.

De acordo com a imprensa cabo-verdiana desta quarta-feira, a vítima, de 36 anos, foi atingida com quatro tiros na zona do abdómen.

Fontes do gabinete do primeiro-ministro disseram à Lusa que José Luís Neves está numa situação estável e a receber visitas, inclusive de José Maria Neves.

Seguiram-se outros membros do Governo, a nova presidente do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, o líder parlamentar do partido, Felisberto Vieira, familiares e amigos, entre outros.

A directora clínica do HAN, Maria do Céu Teixeira, indicou à imprensa que as primeiras 48 horas após a cirurgia são fundamentais para saber da evolução do estado de saúde do paciente.

José Luís Neves é economista, formado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) de Lisboa.

No início do ano deixou o cargo coordenador do Observatório do Emprego de Cabo Verde, após dois anos a frente deste órgão do Governo do país.