Nos últimos oito meses nunca chegou a ser formulada nenhuma acusação, mas nos próximos tempos não poderá sair de Díli, obrigado que está a apresentar-se semanalmente às autoridades.

 

Em Timor como consultor do Banco Mundial, foi detido por suspeita de branqueamento de capitais, tendo ficado preso preventivamente.

 

Em declarações à TVI, via telefone, Tiago Guerra contou como foram as primeiras horas em liberdade.

“Foram fundamentais não só para manter, digamos, a cabeça mais sã e com esperança, mas também para ver que, apesar de estar na prisão, sentimos que cá fora as coisas iam avançando", contou.

 

Já em liberdade, Tiago Guerra cumpriu promessas e matou saudades.

“A primeira coisa foi a promessa de um amigo a outro amigo, que diziam entre eles que eu havia de tomar um banho”, disse à TVI.

"Eles estavam todos aos pulos em Portugal, contentíssimos”, descreveu.

Quanto ao futuro, quer "ter uma parte mais ativa na sociedade”. “Os últimos oito meses foram um desperdício das capacidades de todos nós, desta família toda, que teve de largar muitas coisas para se dedicar a esta defesa."