O primeiro doente com Ébola diagnosticado nos Estados Unidos da América, um homem de nacionalidade liberiana, encontra-se em estado «muito grave», indicou no sábado uma fonte do hospital de Dallas, no Texas, onde se encontra internado. 

«Thomas Eric Duncan encontra-se em estado muito grave», anunciou o hospital que precisou que o estado de saúde do doente, que se tem mantido em estado «grave mas estável», se agravou.

Na sexta-feira, as autoridades sanitárias norte-americanas estimaram que dez pessoas apresentavam «um alto risco» de terem sido contaminadas pelo homem que contraiu o vírus Ébola na Libéria e foi identificado tardiamente no país no início da semana.

No total, 50 pessoas estavam sob vigilância, na sexta-feira, no Estado do Texas, da centena que foi identificada como tendo podido estar em contacto com Thomas Eric Duncan. Este chegou sem sintomas a Dallas, a 20 de setembro, proveniente da Libéria, o mais importante foco da epidemia na África Ocidental com o qual os EUA não tencionam, de momento, interditar as viagens.

«A maior parte das pessoas apresentam um risco fraco. Há uma dezena de pessoas que têm um alto risco, as quais estamos a acompanhar de muito perto», disse o chefe dos serviços de saúde estaduais, David Lakey.

Estas pessoas que apresentam um risco elevado pertencem aos serviços de saúde e estiverem em contacto com Duncan, entre o momento em que este começou a desenvolver os sintomas da febre hemorrágica, em 24 de setembro, e a sua hospitalização em quarentena, no dia 28. A contaminação foi confirmada em 30 de setembro.

Os sintomas de Ébola incluem febre, dores de cabeça, vómitos e diarreia. O período de incubação varia entre os dois e os 21 dias e uma pessoa que tenha contraído o vírus só se torna contagiosa quando apresenta os sintomas. A febre hemorrágica transmite-se apenas pelo contacto direto com os fluidos corporais.

A epidemia de Ébola, a mais grave desde a identificação do vírus em 1976, já causou mais de 3.300 mortos entre os mais de 7.100 casos registados. Cinco países são afetados, a saber, a Libéria, onde a situação é pior, Serra Leoa, Guiné-Conacri, Nigéria e Senegal.