Existem dezenas de portugueses citados nos documentos da sociedade de advogados Mossack Fonseca. O escândalo dos Papéis do Panamá envolvem chefes de Estado, barões do crime e milionários de vários países. 

A TVI, em conjunto com o Expresso, está a analisar os documentos disponibilizados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) dará conta, nos próximos dias, após confirmar e cruzar informação da lista de portugueses e empresas nacionais.

Na segunda-feira, o jornal The Irish Times, amplamente cidato na imprensa, indicava a existência de 244 empresas nacionais ligadas a 34 portugueses citados nos documentos da sociedade de advogados Mossack Fonseca, a quarta maior gestora de offshores do mundo. A TVI e o Expresso não confirmam este número.

O único nome português divulgado até ao momento - e confirmado pela TVI - é Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira. A TVI entrou em contacto com o filho deste empresário luso que está a ser investigado no âmbito da operação Lava Jato. O seu nome está envolvido neste megaprocesso que corre no Brasil, e há pelo menos 57 brasileiros já publicamente relacionados com o esquema de corrupção na Petrobras.

Idalécio Oliveira, natural de Vouzela, Viseu, controlava 14 empresas offshores nas Ilhas Virgens Britânicas e em outros paraísos fiscais. Isto meses antes de vender à Petrobras parte de um campo de petróleo em Benin, em 2011.

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite de domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, com sede em Washington, do qual a TVI, juntamente com o Expresso, faz parte e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação de 11,5 milhões de documentos sobre quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.