A Tunísia anunciou esta terça-feira que conseguiu travar uma série de ataques terroristas, ao prender 17 extremistas ligados ao Estado Islâmico que planeavam atacar hotéis e forças de segurança.

"Frustrámos um grande ataque este mês que a célula terrorista estava a preparar em instalações vitais, hotéis, centros de segurança e contra a polícia para trazer o caos para o país", disse à Reuters o chefe de segurança do Ministério do Interior, Rafik Chelli.
 
O responsável deu conta que alguns deles foram treinados na Líbia e na Síria. Estavam apenas a aguardar ordens para realizar os atentados.
 
Recorde-se que o Estado islâmico reivindicou dois ataques terroristas na Tunísia este ano: em março, homens armados mataram 21 turistas num museu; em junho, 38 estrangeiros foram mortos num hotel de praia por um único atirador. 

O mundo reforçou o estado de alerta contra o terrorismo depois dos atentados de sexta-feira passada, em Paris, onde morreram 129 pessoas e mais de 350 ficaram feridas. 

Da Austrália, chegou também hoje o reconhecimento de que não há garantias de que o país esteja a salvo de atentados como os de Paris. 

“Enquanto as autoridades dos serviços secretos e de segurança fazem tudo o que podem, não há nenhuma garantia, não há maneira de podermos dizer que não há a possibilidade de ocorrer um atentado na Austrália”, disse Duncan Lewis, numa entrevista à cadeia ABC.

Nos últimos 12 meses, houve três atentados com vítimas e que outros seis foram evitados pela polícia. O diretor-general dos serviços secretos da Austrália defendeu a manutenção do nível de alerta vigente no país desde 2014.