Os ministros da Defesa da NATO reafirmaram esta quinta-feira que a Aliança encara com o mesmo «nível de prioridade» as ameaças a Leste e do flanco sul, destacou, em Bruxelas, o ministro José Pedro Aguiar-Branco.

«Foi a primeira reunião depois da cimeira de Gales (em setembro), tivemos a possibilidade de fazer a revisão das conclusões da cimeira, de consolidar a lógica de a ameaça quer a Leste quer a sul ter a mesma capacidade de resposta por parte da Aliança, e também a forma de a concretizar, com as medidas e com as forças de intervenção mais rápida, das quais Portugal também fará parte», resumiu, em declarações à imprensa.

Num encontro marcado pela decisão da Aliança Atlântica de reforçar a sua presença nos aliados de Leste, como resposta ao «comportamento» da Rússia na região, o ministro da Defesa de Portugal congratulou-se por ter sido reafirmado o mesmo nível de atenção às ameaças vindas do flanco sul, face ao aumento do extremismo no Médio Oriente e norte de África.

«O que importa aqui também a nós destacar é que ambas as ameaças são consideradas com o mesmo nível de prioridade que a NATO deve ter para responder a essas ameaças. Não há aqui um privilégio, digamos assim», afirmou.


Quanto ao contributo de Portugal para a força de intervenção rápida que a Aliança decidiu criar, Aguiar-Branco reafirmou que «Portugal é um parceiro ativo» e irá participar e apontou que essa «é uma matéria que ainda está a ser estudada pela dimensão militar, mas a breve trecho, quando essa conclusão ocorrer, será também apresentada».