Dois irmãos foram detidos na capital da África do Sul, Pretória, depois de as autoridades os associarem a planos de ataque à embaixada dos Estados Unidos e a um outro edifício, propriedade de uma família judia. Aos gémeos juntaram-se mais dois indivíduos, também irmãos, um homem e uma mulher. Os suspeitos foram presentes a tribunal na segunda-feira e acusados de conspiração com vista à realização de um ataque terrorista, segundo a Reuters. A associação dos irmãos, de 23 anos, ao Estado Islâmico, existe desde Outubro de 2015, segundo as autoridades.

Os responsáveis pela investigação encontraram munições e granadas na casa de um dos suspeitos, em Joanesburgo. As detenções do passado fim de semana são resultado de uma investigação de dez meses, que teve como suspeitos principais os quatro detidos.

No ano passado, em dois episódios separados, as autoridades travaram a fuga dos irmãos gémeos, Brandon-Lee Thulsie e Tony-Lee Thulsie, para a Síria. Da primeira vez, os suspeitos tentavam deslocar-se de avião para o país do Médio Oriente e, no segundo, planeavam escapar através de Moçambique.

O New York Times avança que este foi um caso isolado na África do Sul, onde a população muçulmana tem pouca expressão e não há casos de grupos com ligações do Estado Islâmico.

Houve casos onde travamos viagens de pessoas para a Síria, mas, em termos de detenção, esta foi a primeira vez”, disse Mualaudzi.

Estas detenções surgem na sequência dsa recentes advertências por parte dos Estados Unidos aos cidadãos que se desloquem para a África do Sul. A admnistração norte-americana disse ter recebido informações de que “grupos terroristas estavam a planear ataques na África do Sul, em locais onde se concentram cidadãos norte-americanos, tais como centros comerciais em Joanesburgo e na Cidade do Cabo”.