Cerca de 30.000 “combatentes terroristas estrangeiros” estão no Iraque e Síria, declarou o diretor do Comité contra o terrorismo da ONU, que advertiu contra o risco de “ataques cada vez mais fortes” nos seus países de origem.

“Os combatentes terroristas estrangeiros são muito numerosos” no Iraque e na Síria, “são cerca de 30.000 e agora que o espaço vital do Estado islâmico se reduz no Iraque, eles regressam, não apenas para a Europa, mas também para os seus países de origem como a Tunísia ou Marrocos”, explicou Jean-Paul Laborde, subsecretário geral da ONU, durante uma conferência de Genebra.

“Os ataques terroristas nos países de origem arriscam-se a ser cada vez mais fortes para contrabalançar a pressão que é exercida sobre eles”, insistiu.

"Há que derrotar o Estado Islâmico e derrotá-lo depressa"

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos sublinhou, na terça-feira que uma resposta desproporcionada e vingativa aos ataques terroristas do Estado Islâmico (EI) só vai levar ao recrutamento de mais 'jihadistas'.

Há que derrotar o EI e derrotá-lo depressa. Mas na tentativa de o derrotar, temos que ser muito cuidadosos para não reagir às suas provocações da forma que os seus membros preveem e querem que reajamos", afirmou Zeid Ra'ad al Hussein, em comunicado.

"Precisamos não só de ser mais fortes que eles, mas também mais inteligentes. E, neste aspeto, estamos a falhar completamente, não só no Iraque, como em vários lugares em todo o mundo, o que permite ao EI aproveitar-se do ressentimento das pessoas, perante respostas fora da legalidade, para recrutar mais seguidores, criar mais fanáticos e suicidas", acrescentou.

Zeid lamentou os ataques terroristas do auto-proclamado Estado Islâmico (EI) e lembrou que os actos de vingança e reações imediatas e pouco pensadas só dividem a sociedade e instigam o ódio