No dia em que passam 14 anos sobre os atentados terroristas do 11 de Setembro, que provocaram cerca de três mil mortos nos EUA, surge a notícia de que a Al-Qaeda declarou guerra ao autoproclamado Estado Islâmico.

O atual líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, publicou uma mensagem áudio, citada pelo “tabloide” britânico “The Mirror”, onde acusa o líder do Estado Islâmico de “insubordinação” e em que garante que Abu Bakar al-Baghdadi não é o líder de “todos os muçulmanos” como reivindica.

 “Nós preferimos responder o menos possível, centrados na preocupação de extinguir o fogo da insubordinação, mas Abu Bakr al-Baghdadi e os seus irmãos não nos deixaram outra opção, pois exigiram que todos os guerrilheiros renunciassem às alianças e jurassem aliança ao que dizem ser um califado", explica al-Zawahiri na mensagem áudio, revelada na quarta-feira à noite.


“Todos ficaram surpreendidos [quando al-Baghdadi se autoproclamou chefe do quarto califado] e fez tudo isto sem consultar os muçulmanos”, acrescenta.

O Estado Islâmico, que chegou a ser um dos ramos da Al-Qaeda, autonomizou-se há cerca de dois anos. Um especialista citado pelo "The Mirror" indica que há lutas constantes entre grupos afiliados de ambas as fações em territórios do Afeganistão e do Paquistão.