Eles têm devastado Itália de norte a sul. Só nos últimos 100 anos, dez grandes terramotos assolaram o país, não poupando casas, locais históricos, nem mesmo vidas. O sismo desta madrugada, no centro do país, é apenas o mais recente de uma série de “abanões” que, ao longo dos séculos, têm levado milhares de vidas.  

Mas há uma explicação para tanta atividade sísmica no Mediterrâneo: a grande colisão entre placas tectónicas da África e da Euroásia. Contudo, neste sismo em concreto, os detalhes são mais complexos.

A bacia do Tirreno, a oeste de Itália, entre o continente e a Sardenha, está a abrir-se lentamente. Essa tensão é agravada pelo movimento, no leste, do mar Adriático. O resultado? Um sistema de falhas que percorre toda a cordilheira dos Apeninos. Cidades como Perugia e Áquila ficam exatamente em cima.

A grande maioria destes terramotos acaba por não provocar danos nem sequer ser sentido, mas muitos, como o desta quarta-feira, deixam para trás um rasto de destruição.

Dezembro de 1908: o terremoto mais violento do século XX, no estreito de Mesina, que separa o continente de Sicília, fez 95.000 mortos entre as cidades de Mesina e Reggio Calabria.

Janeiro de 1915: um terremoto deixou 30.000 mortos na região dos Abruzzos.

Novembro de 1980: um terremoto nas regiões de Campania (centro) e Basilicata (sul) deixou 2.916 mortos e 20.000 feridos na área de Nápoles.

Dezembro de 1990: um terremoto com epicentro entre Catania e Ragusa provocou 17 mortos e 200 feridos na Sicília.

Setembro e outubro de 1997: terremotos afetaram as regiões da Umbria, no centro de Itália, e Marcas, no centro-leste, provocando 11 mortos, mais de 110 feridos e 38.000 desalojados. O terremoto provocou graves danos à Basílica de São Francisco de Assis, onde morreram quatro pessoas.

Outubro de 2002: um terremoto deixou 30 mortos em San Giuliano di Puglia, região de Molise, centro-leste do país. O desabamento de uma escola matou 27 crianças e uma professora.

Abril de 2009: um violento terramoto no centro do país fez 300 mortos e deixou milhares de desalojados em Áquila .

Maio de 2012: mais de 16 mortos e muita destruição em Modena.