O filho do presidente da Guiné Equatorial e vice-presidente, Teodorin Obiang, foi condenado esta sexta-feira a três anos de prisão com pena suspensa por ter construído fraudulentamente em França um património considerável.

Teodoro Obiang Nguema, conhecido como Teodorin, de 48 anos, e que não compareceu no tribunal de Paris que o julgou, foi considerado culpado de branqueamento de abuso de bens sociais, desvio de fundos públicos, abuso de confiança e corrupção.

O tribunal ordenou ainda o confisco de todos os seus bens arrestados, entre os quais um luxuoso hotel particular Avenida Foch em Paris.

Teodorin Obiang foi acusado pelo Ministério Público francês de ter adquirido património avaliado em mais de 100 milhões de euros, incluindo o imóvel de 2800 metros quadrados na Avenida Foch, 18 carros de luxo, obras de arte e jóias, à custa do desvio de verbas pertencentes aos cofres do Estado da Guiné-Equatorial, um país onde milhares vivem abaixo do limiar da pobreza.

De acordo com a acusação, as despesas em França eram feitas através da companhia de exploração florestal, Somagui, numa altura em que o político era ministro da Agricultura.