Uma onda de calor que se espalhou pela Europa esta semana levou a recordes de temperatura por vários dias, provocando pelo menos dois mortos, o que levou as autoridades a emitirem alertas de tempo.

As elevadas temperaturas em Itália, em partes da França e de Espanha e ainda nos Balcãs, provocaram dezenas de incêndios florestais, levaram a um aumento do consumo de energia e de água e estragaram diversas culturas.

Em algumas áreas, as autoridades emitiram restrições de trânsito e proibiram atividades ao ar livre na parte mais quente do dia, já que as temperaturas atingiram mais de 40 graus centígrados (40.ºC).

O serviço meteorológico de Espanha emitiu um alerta de emergência devido a altas temperaturas para 31 das 50 províncias, já que está previsto que estas cheguem aos 44.ºC.

Apesar desta parte da Europa estar habituada a verões quentes, os meteorologistas alertam que temperaturas elevadas durante vários dias não são muito comuns. As autoridades sérvias adiantaram que esta onda de calor é proveniente de África.

Na zona alpina da Eslovénia, as autoridades registaram no início desta semana a primeira "noite tropical" a 1.500 metros nas montanhas, o que significa que a temperatura estava acima dos 20.ºC durante a noite.

Em outros países, as autoridades pediram aos cidadãos para que ficassem em casa e bebessem muita água. O instituto público de saúde em Belgrado emitiu instruções sobre o calor, aconselhando as pessoas a manterem toalhas molhadas nas janelas, caso não tenham ar condicionado, e que não façam exercício físico, nem bebam álcool.

Na Croácia, as autoridades apelaram para os milhares de turistas de férias ao longo da costa adriática terem cuidado nas praias e durante a viagem.

Cerca de 15 de incêndios florestais foram registados na Albânia. Na Roménia, a polícia proibiu o tráfego de pesados nas estradas principais durante o dia deste fim de semana devido à onda de calor, enquanto os comboios abrandaram.

A Roménia registou duas mortes ligadas às elevadas temperaturas: um homem de 45 anos teve um colapso e morreu na sexta-feira quando trabalhava num campo no nordeste, enquanto outro de 60 anos teve um ataque cardíaco na rua.

Na vizinha Hungria, a companhia ferroviária pública anunciou que iria distribuir água nos terminais com mais movimento.