O FBI pagou mais de um milhão de dólares a um grupo de ‘hackers’ que desbloquearam o iPhone utilizado por um dos alegados responsáveis pelo atentado de San Bernardino, na Califórnia.

O desbloqueio do telemóvel permitiu o acesso a dados e comunicações realizadas por Rizwan Farook, suspeito pelo atentado que ocorreu em Dezembro do ano passado e que resultou na morte de 14 pessoas e em 22 feridos.

Apesar de não ter revelado o valor exato que foi pago aos piratas informáticos, o diretor do FBI, James Comey, adiantou – durante um Fórum sobre segurança em Londres - que a quantia ultrapassa o total do seu salário durante os próximos sete anos e quatro meses, quando cessará funções como diretor do FBI.  

Ora, segundo o jornal Los Angeles Times, Comey recebe 183 mil dólares por ano (cerca de 160. 600 euros). Ou seja, até ao final do seu mandato Comey vai receber cerca de 1,3 milhões de dólares.

“Pagámos muito dinheiro. Mas valeu a pena”, disse o diretor do FBI sem revelar a identidade dos ‘hackers’.

Tudo começou quando a 16 de fevereiro a juíza federal Sheri Pym ordenou à Apple que ajudasse os agentes do FBI a aceder aos dados do telefone do atirador de San Bernardino.

No entanto, a empresa liderada por Tim Cook recusou prestar ajuda ao FBI alegando pôr em risco a privacidade de todos os dispositivos.

A posição da Apple resultou num litígio legal e no passado dia 12 de abril foi conhecido que o FBI tinha entrado em contacto com ‘hackers’ para conseguir desbloquear o telemóvel.