Pelo menos 200 pessoas foram detidas na sequência de protestos no sábado contra o Governo iraniano em Teerão, segundo informou o vice-governador da capital, Ali Asghar Nasserbakht.

Nasserbakht, citado este domingo pela ILNA - uma agência noticiosa semioficial e próxima do setor reformista no Irão - disse que a polícia deteve pessoas que planeavam realizar motins e distúrbios, bem como a destruição de instalações públicas.

O mesmo responsável, que tem a tutela da segurança em Teerão, avançou que foram detidos cerca de 40 líderes dos manifestantes.

Presidente diz aceitar protestos

O presidente do Irão, Hassan Rohani, considerou que os cidadãos que se têm manifestado em várias cidades iranianas têm direito ao protesto, mas rejeitou "a violência e a destruição de propriedade pública".

Naquela que foi a primeira intervenção pública de Rohani desde o início da onda de protestos no Irão, na quinta-feira, o Presidente iraniano admitiu que é preciso criar "um espaço para que os partidários da revolução e o povo possam exprimir as suas inquietações quotidianas".

No entanto, apesar de reconhecer o direito ao protesto dos manifestantes, Rohani disse que estes não podem fazer com que o restante povo "se sinta preocupado quanto às suas vidas e quanto à sua segurança".

No sábado, Teerão foi palco de uma vaga de manifestações espontâneas contra o fraco desempenho da economia iraniana, com estudantes universitários e outros a entoarem cânticos contra o governo.