As autoridades de Genebra justificaram o aumento dos procedimentos de segurança no aeroporto da fronteira entre a Suíça e a França. Ao que tudo indica, esta terça-feira, uma mulher telefonou para o balcão de apoio ao cliente do aeroporto referindo que, no dia seguinte, uma pessoa iria transportar consigo uma bomba e deslocar-se-ia para a parte francesa do edifício.

A polícia conseguiu intercetar o local de onde foi feita a chamada, em Annecy – França, a 45 quilómetros de Genebra - e deslocou-se até ao local.

Encontraram uma mulher que admitiu ter feito a chamada e explicou que queria travar a partida do marido”, diz o comunicado do gabinete do procurador de Genebra, a que a Reuters teve acesso.

A chamada de alerta levou as polícias dos dois países fronteiriços a organizar um grande aparato de segurança nas áreas circundantes do aeroporto, que se encheram de agentes policias com armas de fogo semi-automáticas.

Os carros que circulavam nas vias de acesso ao aeroporto de Genebra foram todos inspecionados e os documentos de identificação dos condutores também foram verificados, causando longas filas de espera.

A maioria das portas do aeroporto permaneceram fechadas durante algumas horas e os passageiros foram encaminhados para as poucas entradas disponíveis, onde estava presente um grande contingente policial.

Apesar de todas as medidas de segurança adicionais, os responsáveis pelo aeroporto avançam que o edifício estava aberto ao público e a funcionar normalmente.

A informação que recebemos era séria o suficiente para pôr em prática controlos preventivos no aeroporto de Genebra. Não podemos dar detalhes sobre o número de agentes, nem sobre a informação recebida, por razões óbvias de segurança”, disse o porta-voz da polícia do Cantão de Genebra, depois de levantado o alerta.

O comunicado do gabinete do procurador refere ainda que foi aberto um processo à mulher responsável por todo este alerta, que poderá ter de responder perante os tribunais suíços e franceses.