O atacante de Estocolmo, um uzbeque de 39 anos, que os jornais Expressen e Aftonbladet dizem ser Rakhamat Akilov, trocou mensagens com simpatizantes do Estado Islâmico antes e depois de conduzir o camião que abalroou a multidão no centro da capital sueca, na sexta-feira. Quatro pessoas morreram, entre elas uma criança, e 15 ficaram feridas, algumas ainda em estado grave.

Só atropelei dez pessoas”, lamentou Akilov no Telegram (uma aplicação tipo Whatsapp, mas encriptada), citado por alguns meios russos, pouco depois de ter abandonado a viatura.

O paradeiro do uzbeque era desconhecido das autoridades desde fevereiro último - em dezembro recebeu ordem de expulsão da Suécia, depois de o seu pedido de visto de residência permanente, em 2014, ter sido rejeitado.

Amanhã [sexta-feira] à tarde preciso de encontrar um camião para atropelar pessoas”, escreveu num chat no Telegram, na véspera do atentado, de acordo com a rádio Echo Moskvy, o jornal Pravda e o portal Politonline, que divulgaram excertos das conversas em russo do atacante com outros radicais.

Na véspera do ataque, terá perguntado também como poderia construir uma bomba artesanal, com “fósforos, acetona, gás para carregar isqueiros, isqueiros e parafusos”, material que tinha já na sua posse.

A conversa prosseguiu depois do atentado, quando lamentou o fraco resultado da operação, depois de lhe perguntarem como estava. “O camião parou”, disse ainda.

De acordo com os meios russos, terá dito que tinha gravado um vídeo, imagens essas que o “irmão”, que seria do Tajiquistão e dizia ser Abu Fatyma, lhe pediu para divulgar. Na conversa revelou, igualmente, que estaria no aeroporto para fugir da Suécia, apesar de ter sido detido no subúrbio de Marsta seis horas depois do atentado, detenção para a qual contribuíram duas testemunhas.

No entanto, o Expressen, que cita fontes policiais, avança que foram encontrados vestígios de sangue do suspeito no aeroporto de Arlanda, a cerca de 40 quilómetros de Estocolmo.

Não sabe, ainda, o que aconteceu a Rakhmat Akilov dentro do camião, mas as autoridades confirmaram ter encontrado um objeto que "podia ser uma bomba ou um engenho pirotécnico". O uzbeque sofreu queimaduras durante o ataque, escreve o Expressen, por ter derramado acetona sobre si mesmo.