As análises efetuadas à enfermeira australiana que esteve destacada na Serra Leoa, foram negativas quanto à presença do vírus Ébola, mas a especialista vai continua sob observação, revelaram esta sexta-feira fontes oficiais do país.

Sue Ellen Kovack, de 57 anos, regressou no último fim-de-semana à Austrália depois de ter estado um mês com a cruz Vermelha Internacional no país africano e vai ficar sob observação no hospital onde quarta-feira foi submetida a um exaustivo programa de análises ao ter manifestado sintomas de febre.

«Trata-se de uma medida preventiva dado que a paciente esteve na África ocidental e teve febre no período de possível incubação do vírus de 21 dias», disse a responsável pela área da Saúde no estado de Queensland, Jeannette Young.

Entretanto, a América Latina reforçou o alerta contra o vírus depois da morte de um liberiano nos Estados Unidos, a primeira no continente americano.

As autoridades sanitárias consideram que, mesmo que o vírus não tenha chegado aos seus territórios, é preciso aumentar os esforços de prevenção e contenção. Alguns presidentes, como o venezuelano Nicolás Maduro, estão a propor reuniões regionais «urgentes».

Maduro anunciou na quarta-feira que convocou uma reunião «de emergência» com os países da Aliança Bolivariana para os Povos da América para a coordenção de um plano conjunto de prevenção contra a doença.

Por sua vez, a Argentina desenvolveu um método para diagnosticar a doença, através de biologia molecular, que permite detetar o vírus em menos de 24 horas, segundo fonte do Ministério da Saúde do país.

O método foi desenvolvido pelo Instituto Malbrán a partir do envio de material genético viral de um centro de referência da Organização Mundial de Saúde (OMS), e é o único com estas características na América Latina.

O ministro argentino da Saúde, Juan Manzur, destacou que a «Argentina é o primeiro país da América Latina que tem o diagnóstico de Ébola», sublinhou que a validação desta técnica foi feita através de um centro de referência da OMS.