A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a taxa de mortalidade do vírus do ébola subiu para 70%. O anúncio foi feito pelo vice-diretor da organização, Bruce Aylawrd, esta terça-feira.

Até agora, a taxa de mortalidade do vírus rondava os 50%. Para a organização, este novo valor corresponde a «uma mortalidade muito elevada» em qualquer circunstância. 

Aylaward admitiu que podem surgir 10 mil novos casos da doença por semana nos próximos dois meses e alertou para o facto de que se não houver uma resposta eficaz para o surto, dentro de 60 dias, «muitas mais pessoas vão morrer» .


Nas últimas quatro semanas, foram registados mil casos novos da doença por semana, segundo a OMS, e embora este valor inclua quer os casos confirmados quer os casos suspeitos, não deixa de gerar preocupações aos responsáveis da organização.

Para travar o surto, a OMS espera ter 70% dos infetados isolados nos próximos dois meses.

Os países mais afetados pela doença são a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné-Conacri. Em relação a estes países, o vice-diretor da OMS revelou estar preocupado com o aumento do número de casos nas capitais, Freetown Conacri e Monrovia, e garantiu que a organização vai  continuar  focada no tratamento dos doentes, apesar das limitações dos sistemas de saúde nestes estados.

«Não seria ético se apenas isolássemos estas pessoas», afirmou, acrescentando que vão ser implementadas novas estratégias de tratamento que visam dar às famílias equipamento de proteção e fornecer informação e materiais médicos básicos.

A OMS afirma que o número de vítimas mortais já subiu para os 4447 e que o número de casos suspeitos é praticamente o dobro, 8914.