A Espanha extraditou para os Estados Unidos um cidadão russo acusado de ser um dos maiores distribuidores mundiais de lixo eletrónico e de códigos informáticos maliciosos através de e-mails não solicitados (“spam”), revelaram as autoridades espanholas.

O “spammer” Pyotr Levashov, 37 anos, natural de São Petesburgo, habitualmente descrito como um “pirata informático”, foi detido em abril de 2017 a pedido das autoridades norte-americanas, em Barcelona, onde passava férias com a família.

É acusado de fraude através de meio eletrónico e de interceção ilegal de comunicações. Foi presente na sexta-feira a um juiz num tribunal federal em Bridgeport, Connecticut (EUA), que decretou a sua prisão, apesar de ter reclamado inocência.

Fonte da polícia espanhola refere que a extradição foi autorizada em outubro pelo Tribunal Nacional de Espanha. A decisão foi contestada pela Rússia, que tinha pedido ao Tribunal espanhol que rejeitasse o pedido de extradição apresentado pelos norte-americanos.

As autoridades judiciais americanas acusam Levashov de, entre outras coisas, sequestrar ilegalmente computadores pessoais através de “software” malicioso, usando-os de seguida para espalhar “milhares de milhões” de e-mails não solicitados.

O russo é acusado de usar um “botnet” (conjunto de programas ligados à Internet que comunicam com outros programas similares, a fim de executar tarefas) para “sequestrar” mais de cem mil computadores pessoais. Desta forma terá espalhando anúncios fraudulentos, vendido drogas ilegais, para além de violar comunicações privadas, tendo até acesso a passwords com as quais fez operações bancárias.

Os advogados do russo garantem que o caso tem motivações políticas e que os norte-americanos têm outras razões para ordenarem a sua prisão.