Pelo menos 67 pessoas morreram no violento sismo que sacudiu na semana passada a Papua Nova-Guiné, anunciou a Cruz Vermelha nesta segunda-feira, dando igualmente conta de milhares de pessoas desalojadas, sem água e alimentos.

As operações de socorro foram dificultadas pelo isolamento das zonas afetadas pelo abalo de magnitude 7,5 que ocorreu a 26 de fevereiro, a 90 quilómetros a sul de Porgera, na província montanhosa de Enga.

Muitas estradas ficaram cortadas e várias pontes caíram.

Os habitantes da província, mas também os de Hela e das Terras-Altas meridionais e ocidentais, vivem ainda sob a ameaça de fortes réplicas, tendo duas com magnitude 6 sido registadas hoje de manhã.

O enorme projeto PNG-LNG (Projeto de Gás Natural Liquefeito da Papua Nova-Guiné), do qual a gigante norte-americana ExxonMobil é a principal parceira, vai estar suspenso durante oito semanas, o tempo necessário para reparar instalações danificadas pelo sismo.

“O balanço feito na sexta-feira pelo Centro de Catástrofes Nacionais e pelas equipas de gestão é de 67 mortos”, declarou Udaya Reqmi, presidente para a Papua da Federação Internacional das Organizações da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

“Cerca de 143.000 pessoas foram afetadas e 17.000 pessoas foram deslocadas porque as suas casas ficaram total ou parcialmente destruídas e, portanto, já não são habitáveis”, acrescentou o responsável, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

O Governo não divulgou até agora qualquer balanço das vítimas do sismo.

Udaya Reqmi precisou que o acesso à água e a sistemas de saneamento é uma grande fonte de preocupação para as populações locais.

As ONG não podem, neste momento, conduzir grandes camiões com ajuda para algumas zonas atingidas devido à destruição de estradas por deslizamentos de terras.

Os sismos são frequentes na Papua Nova-Guiné, que se encontra na “cintura de fogo” do Pacífico, ponto de encontro de várias placas tectónicas.