Pelo menos 6.204 pessoas morreram em consequência do forte sismo que abalou sábado o Nepal, revelaram hoje as autoridades locais em mais uma atualização do número de vítimas.

Além dos mortos, as autoridades nepalesas contabilizam ainda 13.932 feridos com diversos graus de gravidade.

O sismo atingiu o Nepal com uma magnitude de 7,8 na escala de Richter, tendo sido sentido, e também provocado vítimas e estragos, no vizinho Tibete e na Índia.

As equipas de socorro continuam no terreno e à medida que as vias de comunicação vão sendo reabertas, mais vítimas são descobertas entre os escombros.

Um grupo profissional de montanhistas iniciou uma missão de emergência para ajudar os ‘sherpas’, guias locais da cordilheira dos Himalaias, afetados pelo terramoto que assolou o Nepal no sábado.

A equipa, dirigida pelo montanhista neozelandês Mal Haskins, inclui 15 médicos e paramédicos e o seu objetivo é responder às necessidades das vítimas até que a ajuda do Governo e internacional cheguem às zonas mais remotas, revelou a imprensa australiana.

Mal Haskins explicou que muitas aldeias ‘sherpas’ ficaram totalmente destruídas no vale de Langtang, a 64 quilómetros a norte da capital assoladas também por uma avalanche.

“Todas as grandes organizações de ajuda são como um grande avião: muito lentos ao início, mas quando começam a rolar são muito difíceis de parar. Estamos aqui para iniciar a fase lenta”, disse o neozelandês.


A missão integra um grupo de veículos com alimentos e medicamentos para atender às necessidades mais urgentes até que chegue a ajuda internacional.