O sismo ocorrido esta terça-feira no sul do México fez mais de uma centena de mortos em várias cidades do país e obrigou o presidente Enrique Peña Nieto a ativar o estado de emergência.

Minuto a minuto, o número de vítimas continua a aumentar em cidades localizadas a sul da capital e no próprio estado da Cidade do México.

Num balanço feito cerca da uma hora da manhã em Lisboa, fonte oficial do governo mexicano confirmou a existência de 134 mortos. 

No estado de Morelos, entre a zona de Puebla e a capital, as autoridades já confirmaram que 54 pessoas perderam a vida.

Na capital, o presidente do México, Peña Nieto já confirmou que 27 edifícios ruiram e há também focos de incêndio ativos.

Por seu lado, o autarca da capital confirma haver pessoas encurraladas em prédios que ruiram e noutros onde se registam incêndios. O aeroporto da cidade suspendeu todas as operações.

Sem notícia de portugueses 

O embaixador português no México disse entretanto à agência Lusa que não há, “até agora”, notícia de portugueses entre as vítimas do sismo de magnitude 7,1 registado naquele país, que causou “imensos estragos”.

O abalo provocou “imensos estragos, mas até agora não há notícia de vítimas portuguesas”, adiantou à Lusa, por mensagem, o embaixador Jorge Roza de Oliveira.

Sismo brutal

O sismo que voltou a abalar o México atingiu uma magnitude de 7,1 na escala de Richter - inicialmente registada como sendo de 7,4 graus - segundo o organismo geológico norte-americano U.S. Geological Survey,

O epicentro foi registado a 8 quilómetros de Atencingo - perto de Puebla e a 170 quilómetros da capital - e terá ocorrido a 51 quilómetros de profundidade. Ocorreu cerca das 13:15 locais, mais seis horas em Lisboa.

O organismo geológico norte-americano the U.S. Geological Survey refere que o abalo teve epicentro na cidade de Atencingo, a cerca de 170 quilómetros da capital.

Através das redes sociais, utilizadores têm vindo a mostrar os efeitos do terramoto, mostrando prédios a cair, como é o caso deste em Puebla, a cerca de 170 quilómetros da capital.

 

 

Abalo fortíssimo

O sismo que terá atingido os 7,1 graus na escala de Richter foi sentido fortemente na capital mexicana, onde as pessoas sentiram os prédios a abanar e saíram para as ruas.

Há momentos, o jornal Milenio divulgou um video mostrando o momento em que a sua redação tremeu.

Alguns utilizadores das redes sociais têm vindo a colocar vídeos nos quais se veem bocados de prédios a cair e salas a abanar fortemente.

 

Na capital mexicana residem mais de 21 milhões de pessoas.

O sismo desta terça-feira ocorreu horas após muitos mexicanos terem assinalado a data, já que em 1985, um abalo de forte potência abalou o país e a capital matando milhares de pessoas. A Proteção Civil da Cidade do México levou mesmo a cabo um simulacro para lembrar o que fazer durante um terramoto.

Mensagem de Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou já uma mensagem de pesar ao homólogo mexicano pelas vítimas mortais do sismo de magnitude 7,1 registado hoje no México.

Os meus pensamentos estão com as vítimas, os seus familiares e todos aqueles que foram afetados por este sismo", afirma Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem enviada a Enrique Peña Nieto e disponibilizada no site da Presidência da República Portuguesa.

Em Nova Iorque, o primeiro-ministro, António Costa, realçou também que o Governo português enviou as suas condolências ao presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, pela ocorrência do sismo.

Já apresentámos as nossas condolências ao povo mexicano e ao presidente da República Federativa do México por mais esta catástrofe natural. Estamos perante uma catástrofe natural que entristece todos", declarou António Costa, no final de uma reunião de chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Nova Iorque, na sede da missão do Brasil nas Nações Unidas.

Por seu lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou entretanto apoio aos mexicanos afetados pelo sismo de magnitude 7,1.

Deus abençoe o povo da Cidade do México. Estamos com vocês e estaremos aí por vocês", escreveu Donald Trump na rede social Twitter.

Donald Trump tinha sido criticado por ter demorado seis dias a manifestar condolências ao Governo mexicano pelo sismo de magnitude 8,2 na escala de Richter que abalou o México no passado dia 7, e que fez quase uma centena de vítimas mortais.