O Ministro da Presidência e de Estado da República da Guiné-Bissau afirmou hoje que a «questão política» com a TAP e o «momento difícil» da relação com Portugal serão «ultrapassados» com a realização de eleições naquele país.

Fernando Vaz, presente em Braga para um almoço conferência com empresários sobre o tema «Realidade da Guiné-Bissau e oportunidades de negócio no país», apontou ainda que «este» é um período em que a Guiné-Bissau tem as «portas completamente» abertas para os empresários portugueses.

A Guiné-Bissau tem eleições legislativas e presidenciais marcadas para 16 de março deste ano, as primeiras após o golpe de Estado ocorrido em 2012, momento que, segundo o governante vai «marcar o regresso da normalidade» ao país.

«A TAP é um parceiro, tem sido um parceiro há muitos anos. É uma questão política que será ultrapassada, conforme disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português, com a realização das eleições. Penso que se vai retomar o curso normal das nossas relações com a TAP», afirmou Fernando Vaz.

Sobre as relações com Portugal, o ministro guineense reconheceu que estas passam por um «momento difícil» mas que as eleições de 16 de março vão marcar, também neste campo, um ponto de viragem

«As nossas relações, como tudo na vida, passam por um momento difícil mas penso que a normalização acontecerá com as eleições.Portugal tomou uma posição, está à espera e a partir das eleições, do regresso da normalidade constitucional na Guine Bissau iremos ter as relações normais com a Portugal», referiu.

Questionado sobre se é aconselhável aos empresários portugueses investir na Guiné, o Governante aconselhou mesmo a que o façam.

«Este é um período em que a Guiné, independentemente do governo ser reconhecido ou não, é o período em que a Guiné tem as portas completamente abertas e os empresários devem abordar porque com o anuncio da descoberta e exploração do petróleo, que será para breve, se Deus quiser, penso que as coisas serão mais difíceis», sublinhou Fernando Vaz.

No dia 10 de dezembro, 74 sírios, entre adultos e crianças, embarcaram à força no aeroporto de Bissau, depois de pressões à tripulação da TAP por parte do ministro guineense do Interior, para Portugal, sob alegação de constituírem perigo para a segurança interna da Guiné-Bissau.

O incidente foi classificado na altura pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, como «um ato próximo do terrorismo», e levou a TAP a suspender os voos entre Lisboa e Bissau, deixando assim aquele país sem ligação direta à Europa.