O FBI reforçou a vigilância a cidadãos sírios a residir nos Estados Unidos, quando a administração de Barack Obama pediu ao Congresso autorização para atacar a Síria, refere a edição do «New York Times» deste domingo.

A agência de informações norte-americana e o Departamento de Segurança Interna alertaram também as agências federais e empresas privadas que um ataque norte-americano à Síria poderia motivar ataques informáticos, refere o artigo do «New York Times».

Piratas informáticos que dizem apoiar o Presidente sírio, Bashar al-Assad, e coletivamente conhecidos como o Exército Eletrónico da Síria, conseguiram concretizar diversos ataques informáticos nos últimos meses a empresas norte-americanas, incluindo o «New York Times».

Uma malha apertada para com os sírios nos Estados Unidos numa altura em que se aguarda pela decisão do senado norte-americano após a declaração de Obama no sábado.

O Senado dos Estados Unidos começa na próxima semana o debate sobre o pedido de autorização do Presidente Barack Obama para realizar uma operação militar na Síria, anunciou sábado Harry Reid, líder da maioria democrata naquela câmara.

O Congresso, de férias de verão, regressa ao trabalho a 09 de setembro, mas o Senado vai realizar várias audiências e sessões de informação sobre a questão Síria já na próxima semana, acrescentou.

«É a hora do Congresso debater e votar sobre se as ações atrozes da Síria devem ter uma resposta com utilização limitada da força militar norte-americana», afirmou o senador em comunicado que a Lusa cita.

A imprensa síria escreve este domingo que a necessidade de luz verde Congresso é o início da «retirada» da ofensiva.

Nicolás Maduro acusa Barack Obama de pôr «o congresso a substituir a ONU»

As reações às palavras do presidente dos Estados Unidos surgem de todos os quadrantes.

O ministro da Administração Interna francês veio dizer que o Eliseu não vai agir sozinho, noticia a Reuters. Alguns países europeus e os Estados Unidos mostram preocupção que a ofensiva à síria também não passe no Parlamento britânico.

Enquanto Israel continua em alerta, a oposição síria revelou o seu desapontamento com a declaração de Barack Obama, que optou por não atacar o regime sírio sem a aprovação do Senado.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou hoje a decisão do seu homólogo norte-americano de solicitar ao Congresso autorização para atacar militarmente a Síria, acusando também Barack Obama de pôr o parlamento a «substituir a ONU».

«É muito grave que o Presidente (Barack Obama) tenha decidido atacar a Síria e agora ponha o Congresso a substituir a ONU. Ninguém no mundo pode ser tribunal, juiz e polícia, seria o mundo sem lei», disse.

Segundo Nicolás Maduro se todos os governos do mundo «se dedicassem a julgar, a executar outros governos» por diferenças «estaríamos a regredir sem controlo, sem legalidade internacional, onde permaneceria a guerra».