O Governo russo criticou hoje as declarações do Presidente sírio, Bashar al-Assad, que descartou uma recandidatura a futuras eleições, salientando que não contribuem para acalmar a situação no seu país, que enfrenta uma guerra civil desde 2011.

Essa ideia «só contribui para agravar o ambiente em vez de o acalmar. Acreditamos que em vésperas das conversações [conferência de paz de Genebra 2] não deverão proferir-se declarações que possam gerar emoções e reações», disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Bogdanov, em entrevista à agência Interfax.

Bogdanov parte na sexta-feira para Genebra para preparar a conferência de paz sobre a Síria, agendada para 22 de janeiro.

ONU condena violações do regime e expansão dos extremistas

A assembleia-geral da ONU condenou na quarta-feira as violações «generalizadas e sistemáticas» dos direitos humanos por parte do regime de Bashar Al-Assad, manifestando-se preocupada com a expansão de extremistas na Síria.

Com 127 votos a favor, 13 contra e 47 abstenções, a assembleia-geral da ONU aprovou uma resolução apresentada pela Arábia Saudita que condena a violência na Síria e apela a todas as partes para porem fim às hostilidades, ataques terroristas e atos de intimidação.

Sobre a utilização de armas químicas em «grande escala» na Síria, a mesma resolução salienta que se trata de um grave crime contra a humanidade, pedindo para que os responsáveis por esse tipo de ataque sejam responsabilizados.