Em junho, o pai de Erion disse a Pranvera Zena, a mãe do menino, que o levava para passear nas montanhas do Kosovo. Levou-o para a Síria, para combater nas fileiras do Estado Islâmico. Desde essa altura que Pranvera lutou pelo regresso do filho: fez inúmeras aparições públicas no Kosovo e na Albânia e abriu uma página no Facebook para alertar para o desaparecimento do filho.

Durante cinco meses, a família de Erion terá feito apenas contactos esporádicos, via telefone, com o menino. Em setembro, conseguiram o «alívio» de ver o menino numa conversa pelo Skype. Num dos telefonemas, Erion disse que o pai estava num campo de treino do Estado Islâmico.

Pelo meio, o pai ia postando fotografias nas redes sociais que mostravam o menino com um cartaz do grupo jihadista.

Estima-se que 200 kosovares se tenham unido a combatentes islâmicos atuantes na Síria e no Iraque. A maioria dos albaneses étnicos de Kosovo são muçulmanos. Desses, uma minoria muito pequena defende ideologias jihadistas.