Um ataque aéreo a um campo de refugiados em Idlib, na Síria, junto à fronteira com a Turquia, provocou, na quinta-feira, pelo menos 28 mortos, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, desconhecendo-se quem ordenou a ação.

O responsável da ONU, Stephen O'Brien, já pediu, com urgência, uma investigação independente a esse ataque que pode “consubstanciar um crime de guerra”.

Todas as partes envolvidas neste conflito devem compreender que, um dia, vão responder por violação das leis internacionais de defesa dos Direitos Humanos, cita a Al Jazeera.

O campo de refugiados é composto por muitas famílias oriundas de Aleppo e de Hama. Segundo a informação transmitida pelo observatório à agência Reuters, este número de vítimas é provisório, já que há bastantes feridos do ataque que atingiu também crianças. Um grupo ativista turco disse, esta sexta-feira, à AP, que o número de mortos já chega aos 30.

As imagens recolhidas no campo de refugiados e publicadas nas redes sociais podem chocar os leitores mais sensíveis. Mostram corpos queimados entre os destroços e tendas em chamas. Também são vistas mulheres e crianças com queimaduras a serem socorridas para carrinhas.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, mostrou-se consternado com a notícia, dizendo que “não há justificação possível” para um ataque que visou civis inocentes, que já tinham sido obrigados a fugir das suas casas.

Como acrescenta a AP, Josh Earnest considerou, no entanto, prematuro apontar a responsabilidade do ataque às forças de Bashar al Assad e sublinhou não ter conhecimento de nenhum avião da coligação ou dos Estados Unidos que estivesse naquele espaço aéreo à hora do ataque.