A Presidência norte-americana considerou hoje que o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o ataque com armas químicas em agosto, na Síria, demonstra a responsabilidade do regime de Bachar al-Assad.

«As informações do relatório, indicando que foi lançado gás sarin através de mísseis terra-terra, que só o regime possui, mostra claramente quem é responsável», afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Os peritos da ONU que inquiriram na Síria sobre o ataque, ocorrido em 21 de agosto, que fez mais de 1.400 mortos, pelas estimativas dos EUA, encontraram «provas flagrantes e convincentes» da utilização, segundo o seu relatório publicado hoje.

Na primeira página do documento, entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pelo chefe dos inspetores, Aake Sellström, acrescenta que «as armas químicas foram utilizadas a uma escala relativamente grande» durante o conflito sírio «contra civis, incluindo crianças».

O documento especifica que o ataque foi efetuado com a ajuda de «mísseis terra-terra contendo gás sarin».

Ban Ki-moon qualificara na segunda-feira passada a utilização de armas químicas na Síria como «crimes de guerra».